segunda-feira, 10 de março de 2014
segunda-feira, 21 de outubro de 2013
Sempre em OUTUBRO
Minha Querida MÃE,
em 2010 eram 89, agora já são mais três.
Os anos passam
mas o sofrimento adensa-se!
em 2010 eram 89, agora já são mais três.
Os anos passam
mas o sofrimento adensa-se!
ANGÚSTIAS
Neste caos
onde deslizo sem sentido
qual montanha gélida e tenaz
nascem passamentos
sem passar
como cristais amorfos
sem a cor
sem a luz
do teu olhar.
Pairo no vácuo
sem tempo
sem espaço
sem pé
fico inapta
perante a dor
do sofrimento sofrido
ao cair da noite.
Habito na luz
do teu olhar
com faúlhas de lágrimas
sem brilho
onde procuro
o milagre de te encontrar!
domingo, 1 de setembro de 2013
ANIVERSÁRIO
PARABÉNS
ao exímio escritor, ANTÓNIO LOBO ANTUNES, que completa hoje 71 anos e de quem sou fã incondicional, ao longo da sua carreira. Espero sempre o seu último Livro com alegria e ansiedade.
segunda-feira, 11 de março de 2013
Relembrar sempre, ULISSES DUARTE que faria hoje 90 anos.
Menino-Poeta
Menino-Poeta,
deixa-te de sonhos alados
homem-poeta,
vive a realidade do mundo.
Deixa tua alma transparente
como a luz da madrugada...
O tempo de menino-poeta
é areia recalcada
onde se miram ilusões
do mar profundo.
Nunca deixes afogar
tua alma no pensamento;
é assim a tua estrada,
íngreme, feita de escamas de vento!
Homem-Poeta
deixa tua alma ir pelo espaço...
O espaço é pequeno em tanta pequenez;
se algum dia a sentires desfalecer
pega-lhe no braço
- ela é feita de nada
e o nada não tem fim.
Agora, temos um mar poeta
ondas de sonho parado
e as conchas da praia deserta
vivem num rochedo naufragado.
Azul-Poeta
roubaste as estrelas ao menino?
E ao verem o homem vagueando
cobrem-no de luz
e vão soluçando!
Rochedo-Poeta teu negrume
é noite, escuridão:
as estrelinhas pensam no menino-poeta,
vão devagarinho, dizer-lhe baixinho:
- dá-me a tua mão.
O mar-poeta é menino-poeta!
O azul-poeta é menino-poeta!
O rochedo-poeta é homem-poeta!
O Homem-Poeta
rasga a noite escura,
pega em seus versos
cortados e recortados,
atira-os ao vento
e o seu viver perdura.
Eu queria ser o menino-poeta
e comer areia da praia deserta!
O Homem-Poeta,
rebola na lama
suja-se na podridão da exixtência
faz da vida a sua cama
e não dorme ...
Pergunta-se à consciência:
Foste íntegro,
espalhaste o sol no mundo,
andaste no mar,
venceste marés?
O teu lugar não é aqui ...
É lá, Além ao fundo
no INFINITO
onde serás quem és:
- BENDITO!
E para os vermes terrenos,
cansados de rir tanto,
serás Santo.
Em terna, ofuscada miragem
mesclada de marfim
nasceu e pereceu
"o menino de mim".
Eu queria ser o homem-poeta
e comer areia na praia deserta!
Sandra Zelly
domingo, 16 de dezembro de 2012
Os Mortos
Eu sei, é preciso esquecer,
desenterrar os nossos mortos e voltar a enterrá-los,
os nossos mortos anseiam por morrer
e só a nossa dor pode matá-los.
Tanta memória! O frenesim
escuro das suas palavras comendo-me a boca,
de todos eles desprendendo-se de mim.
Porém como esquecer? Com que palavras e sem que palavras?
Tudo isto (eu sei) é antigo e repetido; fez-se tarde
no que pode ser dito. Onde estavas
quando chamei por ti, literalidade?
E todavia em certos dias materiais
quase posso tocar os meus sentidos,
tão perto estou, e morrer nos meus sentidos,
os meus sentidos sentindo-me com mãos primeiras, terminais.
Autor: Manuel António Pina
in, Poesia, Saudade da Prosa, uma antologia pessoal
domingo, 21 de outubro de 2012
sexta-feira, 19 de outubro de 2012
Morreu O POETA ...
... uma estrela se apagou!
no coração do POETA o sangue gelou.
"Sou o pássaro que canta
dentro da tua cabeça
que canta na tua garganta
canta onde lhe apeteça".
manuel antónio pina
Calou-se o pássaro!
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