quarta-feira, 16 de novembro de 2011

José Saramago continua ...



Se fosse vivo, José Saramago faria hoje, 16, 89 anos.

Infelizmente não é, morreu a 18 de Junho de 2010,

Mas continua bem presente. Presente não só entre os que foram seus amigos como
na imensa legião dos que apenas (apenas?...) o leem, ou leram, e admiram - pela
sua obra e, amiúde, pelas posições desassombradas, tantas vezes corajosas e não
menos vezes polémicas, em defesa de causas e valores que eram os seus; ou admiram
mesmo discordando de ou das suas posições, reconhecendo, no entanto, serem elas
norteadas por uma constante e solidária preocupação com os outros, com a defesa
dos mais fracos e oprimidos, povos ou pessoas.

Para esse presença contribui agora a edição do seu romance inédito Claraboia ...









Fonte- Ver: Editorial de José Carlos de Vasconcelos
       JL, de 16 de Novembro de 2011.



DECLARAÇÃO

Não, não há morte.
Nem esta pedra é morta,
Nem morto está o fruto que tombou:
Dá-lhes vida o abraço dos meus dedos,
Respiram na cadência do meu sangue, 
Do bafo que as tocou. 

Também um dia, quando esta mão secar, 
Na memória de outra mão perdurará,
Com a boca guardará caladamente 
O sabor das bocas que beijou.


José Saramago

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Homenagem


O último texto de Álvaro Guerra

A vida como projecto só me fascinou até ao sublimar do imprevisível. Não se julgue que desprezo o futuro, sentimento impossível (até por não ser verdadeiramente um sentimento) e porque ao futuro entreguei sempre o melhor do meu passado. E do meu presente.
Grande parte deste livro ilustra esta ilusão…
“Prefiro encontrar para lá do espelho o irascível, austero, radical  -  odeia-me, mas respeita-me!  -  que a melancolia dos sicómoros, na versão figueira-de-faraó, aguardando os enforcados por penas de amor ou desamor,  os suicidas da esperança sem fé, os das aldeias desertas, os das veias sem lâmina, os dos poços sem água, os  da memória sem futuro. O progresso à urbano, motorizado, cimentado, computorizado, uniformizado, privatizado, liberalizado, globalizado. E, no entanto, a besta move-se e… E espreita-nos no denso bosque de acácias disfarçadas de subúrbio ou de carruagem de metro, fora de horas, de seringa em punho, a pedir contas. Vou pelo jardim das paixões extintas…”

(Nota inédita para a contracapa de No Jardim das Paixões Extintas)


Fonte: JL de 1 de Maio de 2002. 

domingo, 30 de outubro de 2011

Um Ano Depois...

     

E C O


Hoje, perguntando onde estás, e o  
que fazes, ouço as palavras tristes
da solidão que me responde, sem
nada me dizer, ao dizer-me tudo.

O que fazes e onde estás, pergunto
ao silêncio que me deixaste; e ouço
em mim a resposta, num eco que
vem de ti, perguntando por mim.

E neste espelho que entre mim e ti
a ausência constrói, outro espelho
reflecte o vazio da sua imagem, até

esse infinito em que a minha pergunta
te responde, para que me devolvas
o eco em que as nossas vozes se juntam.



Poema de Nuno Júdice


             


sexta-feira, 21 de outubro de 2011

ANIVERSÁRIO


Outono  -  21 de Outubro

QUERIDA  MÃE 
           
Só existo,
Porque  existiu este dia
 na tua existência.
Agora,
Só resisto à tua ausência !!!

Maria José Portugal








     

             

 

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

OBRIGADA ...

Recordações
Tantas aves já voaram!
Quantos espaços vazios!...
As lágrimas que assomaram,
São quebras nos desafios,
São saudades dolorosas
E ainda tesouros de encanto.
Ervas daninhas e rosas,
rastejando  em campo santo ...

Não há regresso ao passado.
Nem retomar de um momento.
Tudo vai sendo mudado
Em contínuo fluir lento...

Sempre existe, só agora.
O resto, foi, ou será.
Agarra bem cada hora!
Vive-a! Não voltará!
E os que são vida contigo,
Em dias, meses e anos,
Dá-lhes troco de amigo.
Não alimentes enganos.
Quando houver separação,
Por destino consumado,
Guarda bem no coração
Esses tesouros do passado.
Jesus Varela.

ANIVERSÁRIO

Outono  -  30 de Setembro.
                                  
Primeiro Ano sem ti  Querida Mãe, abandonaste-me  pela lei inexorável da vida.

Vou tentar pedir clarividência em cada recorte do horizonte,  saltitante em arco-íris, ao olhar as pedras e vê-las sorrir, quando o som deslizante do crepúsculo me sussurra palavras que não sei decifrar, esperando  que o restolhar das folhas traduzam os cânticos longínquos, duma onda quebrada, que me ajudem a encontrar a Paz, para que possamos Descansar.


Maria José Portugal

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

PARABÉNS ...

Com toda a ternura dos muitos anos passados, vividos e a VIVER ...
Parabéns,
              
             ANTONINHO CRAVO ROXO